Trader, Principais manchetes do dia

02 jun 2017
Principais manchetes do dia
Brasil

·         O IPC-FIPE da última semana de maio veio abaixo do 0,01% estimado pelo mercado, passou de 0,11% na terceira semana para -0,05% na quarta semana. Alimentação desacelerou de 0,25% para -0,21%, contribuindo para o movimento de queda do índice, assim como Habitação que segue em deflação, de -0,43% para -0,36%, Transportes, que arrefeceu de 0,54% para 0,31%, e Despesas Pessoais que caiu de 0,21% para 0,12%. O grupo Saúde segue em patamar elevado, mas mantém o movimento de desaceleração observado nas últimas quatro semanas, passou de 1,04% para 0,72%.

·         Na agenda de indicadores, às 9h00 o IBGE divulgará a Produção Industrial, cuja expectativa para abril é 0,1% MoM e -5,3% YoY, a CM Capital estimou -0,7% MoM.

·         Na cena política, o procurador-geral da República Rodrigo Janot reiterou pedido de prisão do ex-assessor especial do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, alegando ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a prisão de Loures se faz necessária “para garantia da ordem pública” e para o prosseguimento do inquérito da Operação Patmos, que mira também o próprio Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Ontem, em entrevista ao Broadcast, O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que levará para julgamento na Primeira Turma do STF os recursos apresentados contra a decisão do ministro Edson Fachin que afastou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e que levou à prisão a irmã do tucano, Andrea Neves, o primo, Frederico Pacheco, e o assessor parlamentar Mendherson, mas não há previsão de quando os recursos serão julgados. Quanto ao posicionamento do PSDB diante a crise política instaladas, o presidente nacional do partido, senador Tasso Jereissati (CE), declarou que haverá uma reunião na próxima terça-feira (6), durante o julgamento do TSE, para definir se a sigla permanecerá ou não na base aliada do governo.

·         Quanto à reforma da Previdência, alguns interlocutores do governo na Câmara se esforçam para votar a medida antes do início do recesso de julho. O presidente da comissão especial da reforma da Previdência, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) disse que vai propor ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que paute a votação da proposta em primeiro turno para o fim de junho, entre os dias 25 e 26, o que daria tempo para a votação em primeiro e segundo turnos na Câmara até o dia 15 de julho. Marun ressaltou que a votação após a aprovação da reforma Trabalhista no Senado, contribuiu para um ambiente positivo.

Estados Unidos

·         Destaque para a divulgação dos dados oficiais do mercado de trabalho em maio, o Nonfarm Payroll está estimado em 182 mil postos de trabalho e a taxa de desemprego em 4,4%, os ganhos salariais devem apontar altas de 0,2% MoM e 2,6% YoY. Ontem, a pesquisa ADP Employment revelou a criação de 253 mil postos de trabalho no mercado privado, acima dos 180 mil estimado pelo mercado para maio. Lembrando que este dado serve como prévia para o Payroll. Na agenda de eventos, às 14h00 está previsto um discurso de Robert Kaplan do FED de Dalla, o dirigente vota nas reuniões de política monetária.

·         Donald Trump, comentou sobre a saída dos EUA do Acordo de Paris, disse que representa a “reafirmação da soberania americana” e criticou o pacto, declarando que é menos sobre questões climáticas e mais sobre os outros países obtendo vantagens sobre os EUA. Segundo o presidente, o Acordo de Paris é uma “redistribuição massiva da riqueza americana para outras nações”. O republicano prometeu que os EUA serão o país mais “limpo e mais amigo do meio ambiente do mundo, mas não vamos prejudicar nossa economia”. Trump ainda criticou as outras nações que apoiam o acordo e afirmou que eles apoiam o pacto pelo fato de ele prejudicar a economia americana. “Com um novo acordo, vamos proteger nossa economia, nossos trabalhadores e nossos recursos”, disse. Europeus, chineses e canadenses vão trabalhar para convencer os demais países a mostrar resistência, não abandonar o acordo e demonstrar que Trump está isolado. Ainda indicaram que não aceitarão que o Acordo de Paris seja reaberto para novas negociações, como propõe a Casa Branca.

Europa

·         Agenda bem fraca hoje na Europa, contando apenas com a variação do desemprego na Espanha, que veio melhor do que o esperado, com queda de 111,9K em maio, terceira queda consecutiva, o que indica aquecimento do mercado de trabalho por lá.

Reino Unido

·         O destaque no Reino Unido é o PMI de Construção, para o qual a expectativa era de desaceleração, de 53,1 pontos para 52,7, mas surpreendeu atingindo os 56,0 pontos, maior patamar desde dezembro de 2015. De acordo com a Markit, o resultado foi influenciado positivamente pela construção residencial, que também bateu seu recorde no mesmo período, garantindo o bom comportamento do setor, com a resiliência da Construção Civil relacionada a projetos de infra estrutura. O Economista Chefe do instituto afirmou ainda que as boas condições do mercado de trabalho e as taxas de hipoteca “ultra-baixas” ajudaram no resultado.

Mercados e Commodities

·         Os mercados asiáticos fecharam em alta, seguindo o desempenho de Nova York na última sessão, apesar dos desdobramentos da decisão de Donald Trump, de retirar os EUA do acordo climático de Paris. Tóquio avançou1,60%, Shanghai ganhou 0,09%, Hong Kong subiu 0,44% e Seul valorizou 1,16%. Na Oceania, Sydney subiu 0,87%. Os mercados europeus e os futuros de Nova York operam em alta, dando continuidade ao movimento da sessão anterior.

·         Os contratos futuros do petróleo operam em queda, os primeiros vencimentos do Brent e WTI exibem perdas de 2,3% às 8h12. A última pesquisa do Departamento de Energia (DoE) norte-americano apontou forte queda nos estoques de petróleo bruto dos EUA, mas também avanço na produção do país.

·         A cotação do minério de ferro no porto de Qingdao fechou com alta de 3,25%. O contrato futuro do minério de ferro na China, pelo Dalian Commodity Exchange, subiu 1,90%. O primeiro vencimento do cobre mostrava queda de 1,72%, às 8h05, na London Metal Exchange.

Fonte: CM Capital Markets

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Edu Moraes
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