Trader, as Principais manchetes do dia

14 jun 2017

Principais manchetes do dia

Brasil

·         O IGP-10 de junho caiu 0,62%, o mercado estimou -0,47% MoM e a CM Capital projetou -0,64% MoM. Os preços ao consumidor (IPC) seguem com alta de 0,21% MoM, mas houveram alterações dentro do grupo. Alimentação mostrou queda de 0,44%, enquanto Habitação subiu 0,83%. Os preços ao produtor (IPA) seguem em deflação, passaram de -1,74% MoM para -1,17% MoM, a desaceleração da queda foi justificada pelo grupo dos agropecuários, de -3,07% para -1,15%, e dos industriais, de -1,27% para -1,18%. Os custos da construção civil (INCC) aceleraram de -0,02% MoM para 0,92% MoM.

·         Ainda na agenda, às 12h30 tem o Fluxo Cambial entre 5 e 9 de junho, nos primeiros dois dias do mês foi registrada a saída de US$ 297 milhões. Nada será divulgado entre quinta-feira (15) que é feriado, e na sexta-feira (16).

·         No noticiário, destaque para a decisão do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), que decidiu rejeitar requerimento apresentado por parlamentares da base aliada por meio do qual cobravam informações ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a relação dele com o executivo Ricardo Saud, um dos delatores do grupo J&F, que administra a JBS. Fora isso, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou ontem, o projeto de lei que permite ao governo federal resgatar os precatórios que estão parados nos bancos e não foram pleiteados por seus beneficiários em dois anos, resultando numa receita extra de R$ 8,6 bilhões, que contribuiu para cumprir a meta fiscal.

China

·         Os dados de atividade divulgados na última noite vieram praticamente em linha com as expectativas do mercado para maio. Vendas no varejo cresceu 10,7% YoY e a Produção Industrial avançou 6,5% YoY, as mesmas variações foram observadas em abril. Os investimentos em ativos fixos em áreas urbanas da China subiu 8,6% YTD YoY (na comparação dos primeiros cinco meses do ano com mesmo período no ano passado).

Estados Unidos

·         Dia agitado nos EUA, às 9h30 será divulgada as Vendas no Varejo em maio, o mercado estima 0% MoM na medição ampliada (sem exclusões) e alta de 0,3% MoM na medição restrita (que exclui gastos com alimentação, combustível e material de construção). No mesmo horário, tem o Índice de Preços ao Consumidor (CPI), a mediana das expectativas aponta 0% MoM e 2% YoY em maio, com o núcleo, que exclui os preços de alimentos e energia, avançando 0,2% MoM e 1,9% YoY. Os dados de inflação são relevantes para o andamento do processo de normalização da política monetária dos EUA.

·         Às 15h00 será divulgada a decisão de política monetária do Federal Reserve, a expectativa é uma elevação em 25 bps, levando a fed funds para o patamar entre 1% e 1,25%, a curva de juros precifica em 94,8% a probabilidade desse evento. Fica a expectativa, também, por alguma indicação no comunicado da decisão ou no discurso da presidente do FED, Janet Yellen, às 15h30. Yellen não deve adotar uma postura hawkish para evitar extrapolações nas expectativas do mercado e também pelo fato dos dados estarem sinalizando um crescimento moderado, portanto, ela deve continuar mostrando otimismo quanto à economia, mas sem tirar o tom de “gradualismo” no processo de elevação dos juros. Hoje também serão divulgadas as atualizações das projeções dos principais indicadores econômicos, indicando a mediana das expectativas do dirigentes. Em março, a mediana apontava para três elevações nos juros em 2017, alcançando 3% no longo prazo.

·         Amanhã, quando estaremos em feriado, será divulgada a produção industrial em maio, com expectativa de 0,2% MoM.

Europa

·         A inflação na Alemanha veio em linha com o esperado, mantendo o patamar de 1,4% YoY registrado na prévia. Também teve Produção Industrial na Zona do Euro, em linha com o esperado, variando +0,5% MoM em abril, +1,4% YoY.

Reino Unido

·         Hoje saíram os dados do mercado de trabalho do Reino Unido, mostrando um cenário ainda mais pessimista do que se esperava. Os rendimentos médios excluindo bônus tiveram variação anualizada de 1,7% no trimestre terminado em abril, bem abaixo do esperado, 2,0%. Incluindo bônus, o índice ficou em 2,1%, também abaixo dos 2,4% esperados. A taxa de desemprego ficou estável em 4,6%.

·         Amanhã tem decisão do BoE, e a expectativa mediana é de manutenção das condições monetárias por lá (programa de compras em £435 bilhões e taxa de juros em 0,25%), com apenas um voto dissidente e favorável à elevação dos juros. Os dados mais recentes, contudo, podem influenciar outros dirigentes a apoiarem uma “normalização” da política monetária por lá, à medida que a inflação (que bateu +2,9%) ontem tem acelerado mais rapidamente que os salários, reduzindo o poder de compra das famílias.

Mercados e Commodities

·         Os mercados asiáticos fecharam com sinais distintos devido às expectativas do investidores quanto à decisão do Federal Reserve às 15h00. É esperada a elevação dos juros, mas fica a expectativa pela comunicação da instituição para entender o futuro da política monetária nos EUA. Tóquio caiu 0,08%, o iene desvalorizou cerca de 0,23% frente ao dólar, Shanghai caiu 0,73%, na China a queda foi maior devido aos desdobramentos das investigações sobre casos de corrupção em empresas chinesas. Hong Kong subiu 0,09%. Na Oceania, Sydney avançou 1,06%, acompanhando a alta das mineradoras.

·         Os europeus operam no positivo, assim como os futuros de Nova York, na expectativa pela decisão do Fed. Na Europa, o dado de produção industrial também contribuiu para o movimento. Quanto ao Fed, a adoção de um tom menos agressivo em relação à política monetária pode diminuir o ímpeto da moeda americana ante as principais divisa.

·         Os contratos futuros do petróleo operam em queda, os primeiros vencimentos do Brent e WTI exibem -0,90% e -1,18%, respectivamente, às 8h30. Mais cedo foi divulgado relatório da Agência Internacional de Energia (AIE). Os dados da instituição mostraram que a oferta global de petróleo avançou 585 mil barris por dia em maio, para 96,69 milhões de barris por dia, causado por maior produção nos Estados Unidos, na Líbia e na Nigéria.

·         A cotação do minério de ferro no porto de Qingdao fechou com alta de 2,01%. O contrato futuro do minério de ferro na China, pelo Dalian Commodity Exchange, subiu 1,17%. O primeiro vencimento do cobre mostrava queda de 0,31%, às 8h31, na London Metal Exchange.

Fonte: CM Capital Markts

Artigo Relacionado

Share

Edu Moraes
Edu Moraes

error: Content is protected !!