Principais manchetes para essa Terça Feira

04 jul 2017

Principais manchetes do dia

·         O IPC-FIPE encerrou junho com alta de 0,05%, o mercado estimava manutenção em 0,04%, conforme apontado na medição anterior da terceira semana. Entre os grupos, Habitação segue em patamar elevado, de 0,85% para 0,88%, enquanto Alimentação segue em deflação, de -0,82% para -0,83%, assim como Transportes, de -0,27% para -0,33%, e Vestuário, de 0,04% para -0,16%.

·         Ainda na agenda de indicadores, às 9h00 será divulgada a Produção Industrial em maio, o mercado estima altas de 0,6% MoM e 3,3% YoY, a CM Capital estimou 0,8% MoM.

·         Conforme comentamos ontem, na agenda política o destaque segue para a analise do requerimento de urgência para a votação da reforma trabalhista no plenário do Senado nesta terça-feira, mas que poderá ser adiada para 12 de julho devido ao prognóstico de votação apertada feita por governistas. Atenção também ao plenário da Câmara, que deve votar na terça-feira a MP que autoriza municípios a aplicar em educação o dinheiro da repatriação.

·         No radar está o envio da defesa do presidente Michel Temer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para rebater a acusação criminal de Janot, que deve acontecer amanhã. Hoje poderá ser escolhido o relator da CCJ da Câmara Federal que examinará esta denúncia. A prisão de Geddel Vieira Lima pode aumentar ainda mais as dificuldades para o presidente Temer, que tem se empenhado no sentido de obter apoio entre os deputados para barrar a denúncia contra ele.

·         Petrobras anunciou hoje um aumento de 1,8% nos preços da gasolina e de 2,7% nos preços do diesel nas refinarias, caso seja repassado integralmente ao consumidor o impacto no IPCA será de 0,02. Lembrando que a companhia anunciou as novas regras da política de preços, que permitem à estatal aumentar a frequência de seus ajustes na última sexta-feira, quando a Petrobras reduziu em 5,9% o preço da gasolina e em 4,8% o do diesel.

China

·         A agenda de indicadores reserva o PMI de serviços da Caixin referente a junho, que será divulgado na noite desta terça-feira. Em maio o indicador apontou 52,8 pontos, acelerando frente aos 51,5 em abril.

Estados Unidos

·         Nada na agenda de indicadores e de eventos devido ao feriado do dia da Independência. Os mercados acionários de Nova York e as Treasuries ficam fechados, enquanto as negociações eletrônicas de commodities estão mantidas.

Europa

·         Agenda vazia na Zona do Euro. Teve só variação do desemprego em junho na Espanha, com -98,3K, menor do que o esperado, -120,3K. Também teve o PPI da Zona do Euro, que passou de 4,3% YoY para 3,3% YoY em junho. Às 9h30 tem fala programada de Peter Praet, um dos membros do Conselho Executivo do BCE, que pode dar alguma indicação sobre as próximas reuniões de política monetária na Zona do Euro, após Mario Draghi ter mudado um pouco de tom para um viés mais hawkish no fórum do BCE na semana passada.

Reino Unido

·         Hoje, no Reino Unido, tivemos indicações conflitantes de dois membros do Comitê de Política Monetária (MPC) do Banco da Inglaterra (BoE). Ian McCafferty, um dos membros das hawkish, que tem votado há algumas reuniões pela elevação dos juros por lá, argumentou que a desaceleração na atividade econômica observada hoje é significativamente menor do que aquela projetada quando o Banco reduziu os juros para 0,25%, no ano passado, e que a inflação está alta.

·         Já Gertjan Vlieghe, considerado um dos membros mais dovish, sisse que seria um erro maior elevar a taxa de forma prematura do que demorar mais para elevá-la. De acordo com ele, o problema do desaquecimento do consumo está presente e essa fase não terminou, e que o investimento e as exportações não devem compensar essa desaceleração, de modo que ele não vê riscos (de explosão da inflação) em manter a taxa no atual patamar. Lembrando que o CPI do Reino Unido se encontra atualmente em 2,9% YoY, e que, na última reunião, três dirigentes votaram pela elevação. A próxima reunião do BoE está marcada para o dia 3 de agosto.

·         Saiu o PMI da Construção Civil por lá, e, conforme se esperada, o setor apresentou desaceleração em relação a maio. O índice passou de 56,0 pontos para 54,8 pontos, ainda abaixo da mediana das projeções do mercado, 55,0. De acordo com a Markit, que conduz a pesquisa, as empresas reportaram uma “cautela renovada” entre seus clientes, por conta das incertezas políticas e econômicas. Todos os três componentes do índice (Residencial, Comercial e Engenharia Civil) tiveram desaceleração.

Mercados e Commodities

·         Os mercados asiáticos foi influenciado pela liquidez limitada, resultado do feriado nos EUA, e também pressionado pela renovação das tensões com a Coreia do Norte, que anunciou hoje ter lançado com sucesso seu primeiro míssil intercontinental.  Até então, a Coreia do Sul e os Estados Unidos afirmaram se tratar de um projeto de médio alcance. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, condenou o ataque e pediu aos líderes chineses e russos que atuem de forma mais ativa na questão do programa de armas do vizinho. Tóquio caiu 0,12%, o iene exibia alta de 0,18% frente ao dólar, Hong Kong perdeu 1,53%, Seul recuou 0,58% e Shanghai encerrou com perda de 0,41%. Na Oceania, Sydney ganhou 1,75% justificado pela decisão do Banco da Reserva da Austrália, que decidiu manter a taxa de juros em 1,5%, conforme a expectativa do mercado.

·         Os mercados europeus operam no negativo devido à liquidez reduzida por conta do feriado nos EUA, que mantém Nova York fechado. Além disso, algumas ações são influenciadas pelo movimento de realização no mercado de petróleo. Às 7h43, a libra e o euro exibiam perdas moderadas frente ao dólar, -0,01% e -0,11%, respectivamente.

·         Os contratos futuros do petróleo operam em alta, os primeiros vencimentos do Brent e WTI exibem perdas de 0,42% e 0,32%, respectivamente, às 7h58. A baixa liquidez contribuiu para uma sessão de realização de lucro, após os ganhos da commodity nos último dias.

·         A cotação do minério de ferro no porto de Qingdao fechou com queda de 1,65%. O contrato futuro do minério de ferro na China, pelo Dalian Commodity Exchange, caiu 2,82%. O primeiro vencimento do cobre mostrava queda de 0,71%, às 8h00, na London Metal Exchange.

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Edu Moraes
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