Principais manchetes para essa Segunda Feira

28 ago 2017

Principais manchetes do dia

Brasil

·         Na agenda de indicadores, às 10h00 será divulgado o montante da Dívida Federal em julho. Na terça-feira (29) tem IGP-M de agosto, o mercado estima 0,09% MoM e -1,71% YoY, e resultado do Governo Central, cuja expectativa do mercado é déficit  de R$ 18 bilhões em julho. Quarta-feira (30) será divulgado o resultado do Setor Público, o mercado espera um déficit primário de R$ 17,1 bilhões em julho, com a razão entre dívida líquida e PIB avançando de 48,7% para 50%. Ainda neste dia, o Banco Central divulgará o Fluxo Cambial na última semana, até 18 de agosto foi registrada a entrada de US$ 3,5 bilhão. Na quinta-feira (31) será divulgada a Taxa de Desemprego pela PNAD, o mercado estima estabilidade no patamar de 13% em julho. Sexta-feira (1) tem IPC-S da última quadrissemana de agosto, a expectativa é 0,30%, mas o destaque será o PIB do segundo trimestre, o mercado estima 0,1% QoQ e 0% YoY, no acumulado em 4 trimestres a expectativa é -1,4%.

·         Na cena política, terça-feira o presidente Michel Temer embarca para a China. Nesta tarde, Temer tem reunião com os ministros do chamado núcleo duro para fazer um balanço das ações do governo, traçar estratégias e estabelecer metas para o ano que vem. A Câmara dos Deputados deve retomar na terça-feira (29) a votação da reforma política, semana passada foi adiada por falta de acordo sobre as duas principais modificações nas regras eleitorais em debate: a adoção do “distritão” como sistema de votação para o Legislativo e a criação de um fundo com verbas públicas para custear as campanhas. A proposta precisa ser aprovada na Câmara e no Senado até o início de outubro. A discussão dessa reforma se dará sob a presidência interina de André Fufuca (PP) já que o titular, Rodrigo Maia (DEM), estará na presidência interina da Presidência da República em razão da viagem à China do presidente Michel Temer.

·         Também segue nas discussões do Congresso, o plano para extensão do programa de parcelamento de débitos tributários, o Refis. Foram isso, por lá também transitam as votações no plenário da Câmara da Taxa de Longo Prazo (TLP) e a aprovação do projeto que altera as metas fiscais de 2017 a 2020.

·         Os investidores monitoram a possibilidade do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentar uma segunda denúncia contra Temer. Na sexta-feira (25), Janot apresentou denúncia contra o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), o ex-presidente da República José Sarney (PMDB) e os senadores Renan Calheiros (PMDB), Garibaldi Alves Filho (PMDB) e Valdir Raupp (PMDB). Os peemedebistas foram acusados de participar de um esquema de corrupção na Transpetro, subsidiária de transporte e logística da Petrobras.

China

·         A semana sem indicadores, na noite de quarta-feira (30) será divulgado o PMI de manufaturados e de serviços, dado oficial para agosto. Na noite de quinta-feira (31) tem PMI de Manufaturados da Caixin para agosto.

Estados Unidos

·         A semana começa tranquila, apenas com Estoque no Atacado às 9h30 e Índice do FED de Dallas às 11h30. Na terça-feira (29) será divulgado o Índice de Preços de Imóveis Residenciais da S&P, com expectativa de 0,1% MoM e 5,6% YoY em junho, e Confiança do Consumidor do Conference Board, o mercado estima uma desaceleração de 121,1 para 120,4. Quarta-feira (30) será divulgada a pesquisa ADP Employment, a expectativa é que tem sido criados 188 mil postos de trabalho em agosto. Os investidores também acompanharão o PIB do segundo trimestre, o mercado estima uma revisão de 2,6% QoQ na primeira leitura para 2,7% QoQ na segunda leitura, para medição anualizada. Na quinta-feira (31) será divulgado Renda e Gasto Pessoal estimados em 0,3% MoM e 0,4% MoM, respectivamente, para julho. Ainda neste dia tem PMI de Chicago em agosto e Venda Pendente de Imóveis em julho, com expectativa de 0,5% MoM. Sexta-feira (1) estará cheia de indicadores, começando pelos dado oficiais do mercado de trabalho, para o Nonfarm Payroll a expectativa é 180 mil novos postos em agosto, com a taxa de desemprego em 4,3% e os ganhos salariais com altas de 0,2% MoM e 2,6% YoY. Também tem a leitura final do PMI de Manufaturados em agosto, estimado em 52,6 pontos em agosto, e o ISM  de Manufaturados em agosto com expectativa de aceleração para 56,5 em agosto.

·         Na agenda de eventos, vale destacar que na quarta-feira (30) o diretor do Federal Reserve, Jerome Powell, com direito a voto nas decisões de política monetária, participa de evento às 10h15. No mesmo dia, o presidente dos EUA, Donald Trump, faz discurso no Missouri, onde inicia a campanha para aprovação da reforma tributária.

·         O simpósio de Jackson Hole não trouxe novidades, nos bastidores ficou no radar um tema: “Quem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeará para ser o próximo presidente do Federal Reserve, com o fim do mandato de quatro anos de Janet Yellen em fevereiro de 2018?”. Na mídia, o nome mais provável é de Gary Cohn, atual Conselheiro Econômico da Casa Branca.

Japão

·         A agenda do Japão esta semana conta com alguns indicadores relevantes. Esta noite teremos a taxa de desemprego de julho, com expectativa de manutenção de 2,8%, e taxa YoY de Consumo das famílias. Amanhã tem Vendas no Varejo, quarta-feira tem prévia da Produção Industrial de julho, e Investimento direto externo. Quinta tem Housing Starts e, sexta, tem a Confiança do Consumidor.

Europa

·         Hoje a agenda está fraca na Zona do Euro, contando apenas com índices de Confiança na Itália, mas que vieram bem melhores do que o esperado. A Confiança do Consumidor acelerou de 106,9 pontos para 110,8, e a do Investidor, de 107,8 para 108,1.

·         Amanhã tem  a Confiança do Consumidor da Gfk na Alemanha, com expectativa de manutenção do patamar anterior, de 10,8 pontos, além da leitura final do PIB da França. Quarta-feira, temos as primeiras  prévias dos CPIs dos países europeus (Alemanha e Espanha) e o mercado deve acompanhar essas divulgações de perto, após Draghi ter dado poucas dicas de política monetária do simpósio de Jackson Hole, na sexta-feira. Além disso tem uma série de indicadores de confiança da Zona do Euro no mesmo dia. Quinta tem prévia do CPI da França, Itália e Zona do Euro, além das Vendas no Varejo na Alemanha e Espanha, e taxa de desemprego da Alemanha e Itália. Sexta teremos PMI de Serviços, Manufaturados e Composto da Zona do Euro, e também de França e Alemanha, além da leitura final do PIB da Itália.

Mercados e Commodities

·         Com o feriado hoje, a agenda do Reino Unido está vazia. Amanhã contamos com o Nationwide Housing Prices, com expectativa de desaceleração de 2,9% YoY para 2,5%. Uma leitura de manutenção, visto que não são esperados mais indicadores amanhã, pode animar os mercados, que atualmente se preocupam com a desaceleração da atividade por lá, vis-à-vis a alta do CPI. Quarta-feira tem dados de crédito e o Gfk de Confiança do Consumidor, e, na sexta-feira, tem PMI de Manufaturados.

Mercados e Commodities

·         Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em alta, apesar da falta de novidade no simpósio de Jackson Hole. Os presidentes do Federal Reserve, Janet Yellen, e do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, não deram quaisquer indicações de como pretendem conduzir suas políticas adiante. Na China, resultados coorporativos impulsionaram a bolsa, Seul foi prejudicado pela queda de quase 2% nas ações da Samsung, a empresa ainda reage à condenação, no fim da semana passada, do bilionário Lee Jae-yong, herdeiro da Samsung. Lee foi sentenciado a cinco anos de prisão por crimes de corrupção ligados ao caso que levou ao impeachment da presidente Park Geun-hye. Na Oceania, Sydney fechou no negativo refletindo as perdas de bancos e mineradoras.

·         Os mercados europeus operam no negativo, os futuros de Nova York apontam para abertura no negativo. O euro valorizava 0,11% há pouco. Em geral, os investidores estão cautelosos, atentos ao petróleo, que exibe alguma fraqueza após o furacão Harvey ter destruído algumas plataformas e refinarias nos EUA.

·         Os contratos futuros do petróleo operam sem direção definida, os investidores ponderam a paralização de 15% da capacidade de refino dos EUA devido ao furacão, e a preocupação com a demanda da região. Entre as commodities, destaque para a alta do cobre e outro, na esteira na desvalorização do dólar.

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Edu Moraes
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