As Principais manchetes para essa Quarta Feira

12 jul 2017

Principais manchetes do dia

Brasil

·         Na agenda de indicadores, às 9h00 o IBGE divulgará Vendas no Varejo em maio, com expectativa de 0,3% MoM e 3% YoY na mediação restrita, que exclui gastos com automóveis e construção civil, e 0,2% MoM e 6 % YoY na medição ampliada, sem exclusões. A CM Capital estimou queda de 0,9% MoM na medição restrita de Vendas no Varejo. Às 12h30, o Banco Central divulga o Fluxo Cambial entre 3 e 7 de julho, em junho foi registrada a saída de US$ 4,3 bilhões.

·         A agenda de eventos tem como destaque às 14h30 o início da discussão sobre o parecer do relator Sergio Zveiter (PMDB-RJ), que aceitou a denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Na abertura, pode haver um certo alívio, a aprovação da reforma trabalhista no Senado, por 50 votos a 26, agora segue para a sanção presidencial. O presidente Michel Temer prometeu a edição de uma MP para modificar alguns pontos da reforma, como a questão que envolve a não obrigatoriedade do imposto sindical, conforme acertado com senadores.

·         O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu por maioria que a Petrobras não terá que refazer seus balanços financeiros desde 2013. A instância máxima do órgão regulador do mercado de capitai contrariou a interpretação de sua área técnica, considerou que as práticas adotadas pela estatal para proteger suas exportações futuras de variações cambiais estão de acordo com as normas vigentes. O diretor relator do processo, Henrique Machado, refutou praticamente todos os pontos levantados contra a petroleira. Entre outras coisas, ele considerou ser incontroverso que uma companhia pode adotar instrumentos de hedge para a cobertura de exportações futuras altamente prováveis, independentemente de ser importadora ou exportadora líquida. O presidente Leonardo Pereira foi contrário ao recurso da Petrobras, mas entendeu que diante do longo tempo decorrido desde a adoção dessa política de hedge pela companhia, a Petrobras poderia realizar ajustes nas próximas informações financeiras a serem divulgadas em 2017.

Estados Unidos

·         Entre os eventos, será divulgado o Livro Bege às 15h00, que fornece o cenário com o qual o FOMC irá trabalhar na próxima reunião de política monetária. Destaque para o depoimentos da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, na Câmara às 11h00. Amanhã, a dirigente depõem no Senado.

Europa

·         Única divulgação na Zona do Euro hoje, a Produção Industrial veio em +1,3% MoM em maio, melhor do que o +1,1% esperado pelo mercado. O resultado YoY ficou em .+4,0%, em mais uma sinalização de atividade aquecida no Bloco.

Reino Unido

·         O vice-presidente do BoE, Ben Broadbent, que já havia dado um tom dovish à sua fala de ontem, hoje declarou em entrevista a um jornal que ainda não está pronto para votar por uma elevação dos juros por lá, devido ao caráter “imponderável” do momento para o Banco Sendo assim, por ora, a perspectiva para a reunião de agosto continua sendo a manutenção das condições monetárias por lá.

·         Hoje saíram os dados do mercado de trabalho no Reino Unido. A taxa de desemprego surpreendeu ao diminuir, de 4,6% para 4,5% em maio, mas os rendimentos médios, conforme esperado, seguiram desacelerando, o que deve pesar negativamente no PIB, via Consumo das Famílias. Os rendimentos incluindo bônus passaram de +2,1% 3Mo/Yr para +1,8%, e, incluindo bônus, passaram de 1,8% para 2,0% – lembrando que o CPI de maio (mesmo período) ficou em +2,9% YoY, o que indica perda de poder de compra das famílias.

·         A agência de classificação Moody’s, à noite, se uniu ao “coro” alertando sobre os riscos do Brexit, após a S&P ter feito o mesmo ontem pela manhã. A Moody’s alertou que a credibilidade do Reino Unido está sob pressão após o referendo, e tudo dependerá do resultado das negociações. A agência lembrou ainda da “derrota” das eleições de junho, convocadas por Theresa May, e completou com a constatação de que a economia inglesa já começou a desacelerar. As projeções da agência para o PIB ficaram em 1,5% este ano e 1,0% em 2018.

Mercados e Commodities

·         Os mercados asiáticos fecharam sem direção definida, os investidores mantiveram cautela à espera do depoimento da presidente do Federal Reserve na Câmara e ficam monitorando os comentários que podem indicar se o Fed elevará os juros pela terceira vez este ano, conforme sinalizado pela mediana das projeções dos dirigentes da instituição. Os investidores também aguardam os comentários sobre a redução do balanço patrimonial, previsto para iniciar ainda este ano. Shanghai perdeu 0,17%, Hong Kong ganhou 0,64% e Seul caiu 0,18%. Tóquio caiu 0,48%, as exportadoras foram prejudicadas pela desvalorização do iene frente ao dólar, em torno de 0,40%. A divisa japonesa foi favorecida pela divulgação de e-mails que mostram a relação do empresário Donald Trump Jr. com uma advogada russa durante as eleições de 2016. Lembrando que a campanha de Trump é suspeita de ter se beneficiado de espionagem da Rússia contra a democrata Hillary Clinton. Na Oceania, Sydney caiu 0,96%.

·         Os mercados europeus operam no positivo beneficiando-se dos ganhos do petróleo e também refletindo a produção industrial acima do esperado na zona do euro. Fora isso, fica a expectativa pelo depoimento da Yellen às 11h00. Os futuros de Nova York operavam no positivo às 7h48.

·         Os contratos futuros do petróleo operam no positivo, os primeiros vencimentos do Brent e WTI exibem 1,39% e 1,60% de alta, respectivamente, às 8h10. Ontem, a American Petroleum Institute (API) estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA sofreu queda de 8,1 milhões de barris na semana passada. Às 11h30 serão divulgados os dados oficiais do Departamento de Energia dos EUA (DoE). Há pouco, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) divulgou que a produção da commodity avançou 393,5 mil barris refletindo uma forte expansão da produção na Arábia Saudita, Líbia e Nigéria. A previsão da demanda mundial foi mantida em 1,27 milhão de bpd.

·         A cotação do minério de ferro no porto de Qingdao fechou com queda de 2,06%. O contrato futuro do minério de ferro na China, pelo Dalian Commodity Exchange, subiu 0,10%. O primeiro vencimento do cobre mostrava alta de 0,65%, às 7h49, na London Metal Exchange.

 

Artigo Relacionado

Share

Edu Moraes
Edu Moraes

error: Content is protected !!