As Principais manchetes para essa Quarta Feira

28 jun 2017

Principais manchetes do dia

·         Após receber a denúncia da PGR ontem, o ministro Fachin pode definir hoje o trâmite da mesma daqui em diante. Uma das possibilidades, que mais agrada o governo, e enviá-la diretamente à Câmara, onde supostamente em torno de 200 deputados votariam contra a abertura do processo contra Temer No entanto, o ministro pode optar por ouvir o acusado primeiro, atrasando o schedule e diminuindo a probabilidade de apoio ao presidente. Hoje também o governo espera aprovar a reforma trabalhista na CCJ, às 10h00.

·         Na agenda econômica tem apenas o fluxo cambial da semana passada e os dados da nota de crédito, referentes a maio, ambos divulgado pelo BC.

Estados Unidos

·         Na agenda dos Estados Unidos, os estoques de petróleo da semana passada podem pesar nos futuros das commodities, que já operam em queda, após uma abertura próxima à estabilidade. Além disso, tem a Balança Comercial de maio, às 9h30, e o Pending Home Sales, às 11h00.

Europa

·         Na Zona do Eruo tivemos esta manhã a prévia do CPI da Itália, pior do que o esperado, reduzindo para 1,2% YoY de 1,6%. A Confiança do Consumidor da França avançou para 108 pontos, de 103 na medição anterior, e as Vendas no Varejo da Espanha avançaram 2,4% YoY em maio, bem melhor do que o 1,9% esperado. O Crédito ao Consumidor na Zona do Euro também variou 2,4% YoY em maio, em linha com o esperado.

·         Mas o destaque por lá hoje é o Fórum Anual do BCE, que este ano acontece em Sintra, Portugal, onde diversos presidentes de BCs têm falas programadas hoje. Além de Draghi (que indicou ontem possibilidade de diminuição dos estímulos monetários), falam o presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, do BoE, Mark Carney, e do BoC,  Stephen Poloz.

Reino Unido

·         Enquanto isso, no Reino Unido, o vice-presidente do BoE se declarou favorável à manutenção das taxas de juros em 0,25% por lá, seguindo a mesma linha de Carney, na semana retrasada. Jon Cunliffe disse que, apesar da recente aceleração, o Comitê não tem clareza sobre o que está acontecendo com as pressões inflacionárias domésticas, visto que o orçamento das famílias está diminuindo por conta dessa inflação, enquanto aumentos nos investimentos e nas exportações são esperados. O Comitê, na próxima reunião (3 de agosto) conta, por enquanto, com 8 dirigentes, dois dos quais já votaram pela elevação na última reunião. Andy Haldane, recentemente, declarou que espera votar pela elevação antes do final do ano. O mercado não sabe ainda o que especular sobre a decisão de Silvana Tenreyro, a novata do Comitê, que substituirá Kristin Forbes. Se houver empate, o voto de minerva cabe ao presidente, Mark Carney, que provavelmente optará pela manutenção.

·         O Nationwide Housing Prices de junho veio em +1,1% MoM, primeira alta em quatro meses, bem melhor do que o 0,0% esperado pelo mercado, e surpreendeu os analistas na divulgação. Com esse número, o YoY passou de 2,1% para 3,1%.

Mercados e Commodities

·         Os mercados Asiáticos fecharam em queda, com -0,47% NIKKEI, -0,61% Hang Seng e -0,78% Shanghai, prejudicados pela expectativa de reversão da política monetária ultra expansionista na Zona do Euro. O mesmo clima permanece na Europa, com DAX operando a -0,50%, CAC -0,32% IBEX -0,18% e FTSE a -0,01%. Os futuros de NY tem sinais mistos para a abertura por lá.

·         Os contratos futuros de Petróleo operam em queda, porém em torno na estabilidade, aguardando os estoques nos EUA, com Brent a -0,24% e WTI a -0,43%. O Minério de ferro Spot tem alta superior a 4% esta manhã. As commodities agrícolas operam em leves altas, assim como as metálicas, exceto algodão e Cobre, na LME. As moedas emergentes apresentam perdas em relação ao dólar, mas o DXY também tem queda, de 0,19%, com a valorização do Euro e da Libra.

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Edu Moraes
Edu Moraes

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