Principais manchetes para essa Quarta Feira

30 ago 2017

Principais manchetes do dia

Brasil

·         O IGP-M de agosto veio acima do 0,07% MoM projetado pelo mercado e do 0,06% projetado pela CM Capital, avançou 0,10% MoM. Em doze meses o índice passou de -1,66% para -1,71%. Os preços ao consumidor (IPC) avançaram de 0,04% MoM para 0,33% MoM, destaque para o avanço de Transportes, de -0,42% para 1,70%, e Habitação que segue em alta, de 0,46% para 0,53%. Os preços ao produtor (IPA), que respondem por 60% do índice, desaceleraram a deflação de -1,16% MoM para -0,05% MoM, os preços agropecuários passaram de -2,60% para -1,61%, aves (3,32%), café (3,64%) e suínos (8,39%), foram as principais influências positivas, enquanto leite in natura (-4,15%), cana-de-açúcar (-2,52%), soja (-1,75%) e feijão (-16,68%), estão entre as principais influências negativas. Os preços industriais aceleraram de -0,66% para 0,48%, ainda refletindo as altas do minério de ferro (11,65%) e diesel (3,32%). O custo nacional da construção  avançou de 0,22% MoM para 0,40% MoM.

·         Ainda na agenda de indicadores, às 10h30 será divulgado o resultado do Setor Público, o mercado espera um déficit primário de R$ 17 bilhões em julho, com a razão entre dívida líquida e PIB avançando de 48,7% para 50%. Ontem, o Governo Central divulgou um déficit de R$ 20,2 bilhões em julho, acima dos R$ 18,7 bilhões estimado pelo mercado, em doze meses  acumulou um rombo de R$ 183,7 bilhões, no ano até julho um déficit de R$ 76,27 bilhões, o pior resultado da história para os primeiros sete meses. Ontem, o governo conseguiu dar o primeiro passo para aprovação do projeto que altera as metas fiscais de 2017 e 2018 para déficits de R$ 159 bilhões, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou o texto-base do projeto, mas a comissão ainda precisa apreciar 17 destaques ao texto. O próximo passo é a votação do projeto pelo plenário do Congresso Nacional. O governo precisa enviar até 31 de agosto este projeto, caso contrário terão que enviar um projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018 ainda sob a meta antiga, de R$ 129 bilhões. A equipe econômica comentou que a aprovação sobre a meta antiga torna a situação inviável, um corte de R$ 30 bilhões em despesas tornaria o orçamento inviável antes mesmo de o ano começar. Há o risco real de um “apagão” da máquina caso a área econômica não consiga reverter pelo menos parte do corte de R$ 45 bilhões vigente no Orçamento de 2017. O mercado monitora a situação, caso a área econômica não consiga reverter pelo menos parte do corte de R$ 45 bilhões vigente no Orçamento de 2017, há risco de um “apagão” da máquina pública.

·         No Congresso, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), convocará sessão às 13h00 para votar o Projeto de Lei que eleva as metas fiscais de 2017 e 2018 para um rombo de R$ 159 bilhões. Na Câmara, o presidente interino da Casa, André Fufuca (PP), remarcou para às 9h00 a sessão plenária para concluir a votação da Medida Provisória que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP). Ainda faltam três destaques para que a matéria seja aprovada e siga para o Senado.

·         Ontem, Moody’s divulgou relatório sobre riscos políticos na América Latina. O documento destaca que o risco político no Brasil está mais “moderado”, apesar de incertezas ligadas ao governo do presidente Michel Temer e do resultado das eleições de 2018. Mas, ponderaram que o futuro da reforma da Previdência e escândalos políticos podem impactar o perfil de crédito do Brasil, afetando o rating soberano. A Moody´s considera essencial alterar as regras da aposentadoria no Brasil para corrigir a trajetória de crescimento da dívida pública. O déficit nominal, que inclui o pagamento com juros, permanece em 9% do Produto Interno Bruto (PIB), nível considerado elevado pela agência de classificação de risco, que ainda destaca a trajetória crescente da dívida bruta. A agência comentou que outros países da América Latina têm indicador bem abaixo deste nível, na casa dos 3%. Eles comentaram que a exigência de 308 votos para aprovar a Previdência permanece um importante desafio para o governo.

·         A Moddy´s classifica a recuperação da economia brasileira como “frágil”. A previsão dos analistas da agência é que o PIB cresça 0,5% em 2017. Pelo lado positivo, a inflação continua a declinar, abrindo espaço para o Banco Central cortar juros. Lembraram que o juro menor tem efeito positivo na dinâmica da dívida do governo.

·         O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou ontem que se “houver acordo”, editará hoje uma Medida Provisória ampliando o prazo de adesão do Refis, que vence em 31 de agosto. Maia não soube precisar a nova data de adesão ao programa e disse que ela pode ser estendida até o fim de setembro ou o fim de outubro. Segundo o Broadcast, fontes do Planalto disseram que o prazo deve ser setembro, mas pode ser estendido, inclusive, até 11 de outubro, quando que expira a medida provisória original. Lideranças partidárias da Câmara dos Deputados e integrantes da área econômica fecharam nesta terça-feira um “pré-acordo” sobre o texto da medida provisória (MP) que cria o novo Refis, programa de parcelamento tributário de devedores da União. Pelo combinado, empresas poderão ter desconto de até 60% na multa e até 90% nos juros.

·         Às 12h30, o Banco Central divulgará o Fluxo Cambial na última semana, até 18 de agosto foi registrada a entrada de US$ 3,5 bilhão.

China

·         Nesta noite será divulgado o PMI de manufaturados e de serviços, dado oficial para agosto. Caso o dado venha fora das expectativas do mercado, pode influenciar os mercados na quinta-feira (31).

Estados Unidos

·         Às 9h15 será divulgada  a pesquisa ADP Employment, a expectativa é que tem sido criados 185 mil postos de trabalho em agosto. Os investidores também acompanharão o PIB do segundo trimestre às 9h30, o mercado estima uma revisão de 2,6% QoQ na primeira leitura para 2,7% QoQ na segunda leitura, na medição anualizada. Esses dados, caso venham fora do esperado, podem influenciar os preços dos ativos. Lembrando que dados mais fortes aumentam as chances de uma terceira elevação dos juros este ano, e dados mais fracos esvaziam essa possibilidade. Ontem, a curva de juros precifica em 29,8% a probabilidade deste evento.

Revisões da Moody’s

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Europa

·         A divulgação mais esperada hoje, na Europa, é a prévia do CPI de agosto da Alemanha, com expectativa de acelerar para 1,7% YoY, de 1,5%. Caso confirmado, esse dado se somará à mesma prévia, porém da Espanha, que hoje acelerou para 2,0% YoY, acima das expectativas do mercado, como combustível para as apostas de mudança de guidance na próxima reunião do BCE, dia 7 de setembro. Lembrando que a “não fala” de Draghi em Jackson Hole indicou ao mercado que o Banco estaria deixando para trás o viés dovish dos últimos anos, para entrar em uma fase de normalização.

·         Além disso, a Comissão Europeia divulgou seus indicadores de confiança, e o Sentimento Econômico acelerou de 111,3 para 111,9 em agosto, acima da manutenção esperada pelo mercado. O Sentimento dos Serviços aumentou de 14,2 para 14,9 pontos, a Confiança do Consumidor se manteve em -1,5 ponto, a Confiança na Indústria avançou de 4,5 para 5,1 pontos e o Business Climate passou de 1,04 para 1,09 pontos. Todos esses indicadores vieram melhores do que o esperado, garantindo o mais alto nível de confiança no Bloco dos últimos 10 anos.

·         Outra notícia que repercute nos noticiários esta manhã é a revisão da Moody’s para o crescimento de diversas economias do Bloco. A agência espera que o PIB da Alemanha fique em 2,2% e 2,0% em 2017 e 2018, respectivamente, e o da França, em 1,6% para os dois anos, com a “recuperação da economia encaminhada, influenciada pelas exportações líquidas e investimento”. Para a Itália, a agência espera crescimento de 1,3% nos dois anos, com o país se beneficiando da instância das políticas monetária e fiscal. O PIB da Zona do Euro foi revisado para 2,1% em 2017 e 1,9% em 2018. Sobre a política monetária do BCE, a Moody’s espera um período “menos acomodatício” em 2018, desde que o momentum atual de crescimento tenha continuidade.

Reino Unido

·         Hoje teve dados de crédito no Reino Unido, com surpresa positiva no número de hipotecas aprovadas em julho, que normalmente é um mês fraco para o mercado imobiliário. O número veio em 68,69 mil, acima dos 56,5 esperados, e maior do que o resultado de junho, 65,32 mil. O Crédito ao Consumidor, contudo, veio mais fraco, em £1,179 bilhões, ante expectativa de £1,5 bilhões.

·         Na revisão da Moody’s, o Reino Unido passou sem revisões de PIB, com perspectiva de neutralização da instância da Política monetária a partir deste ano.

Mercados e Commodities

·         Os mercados asiáticos fecharam no positivo, à medida que os temores envolvendo a Coreia do Norte começam a perder força. A desvalorização de 0,25% do iene frente ao dólar contribuiu para a valorização do Nikkei. Os mercado europeus operam no positivo, assim como os futuros de Nova York, recompondo as perdas da véspera.

·         Os contratos futuros do petróleo operam no negativo, os investidores ainda digerem os efeitos da tempestade tropical Harvey na indústria petrolífera dos EUA. Ontem, o American Petroleum Institute (API) estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA sofreu queda de 5,8 milhões de barris, mas também apontou aumento nos estoques de gasolina, de 476 mil. Às 11h30 o Departamento de Energia (DoE) divulgará os dados oficiais.

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Edu Moraes
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