As Principais manchetes do dia

10 jul 2017

Principais manchetes do dia

Brasil

·         O IPC-S da primeira quadrissemana de junho veio em linha com a deflação de 0,18% estimada pelo mercado, no fechamento de junho registrou -0,32%. Na passagem da última semana de junho para  primeira semana de julho, destaque para a desaceleração das deflações de Alimentação, de -0,71% para -0,44%, de Habitação, de -0,74% para -0,29%, e Transportes, de -0,53% para -0,51%. Entre os grupos que desaceleraram as altas estão Vestuário, de 0,86% para 0,51%, Saúde, de 0,52% para 0,32%, e Despesas Diversas, de 0,31% para 0,24%. Entre as principais influências positivas estão: plano e seguro de saúde (0,96%), feijão-carioca (19,37%), taxa de água e esgoto (1,39%), aluguel (0,38%) e passagem aérea (6,48%). Entre as principais influências negativas estão: tarifa de energia elétrica (-3,98%), gasolina (-2,71%), etanol (-3,75%), tomate (-12,98%) e laranja (-14,65%).

·         Na agenda de indicadores, terça-feira (11) será divulgada a primeira prévia do IGP-M de julho, a mediana das expectativas aponta -0,66% MoM. Na quarta-feira (12) será divulgado o IPC-FIPE da primeira semana de julho, com expectativa de 0,02%, e Vendas no Varejo em maio, com expectativa de  0,4% MoM e 3,3% YoY na mediação restrita, que exclui gastos com automóveis e construção civil, e 0,5% MoM e 6,3% YoY na medição ampliada, sem exclusões. Ainda na quarta, o Banco Central divulga o Fluxo Cambial entre 3 e 7 de julho, em junho foi registrada a saída de US$ 4,3 bilhões. Nada na quinta-feira (13) e na sexta-feira (14) será divulgado o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) em maio, com expectativa de 0,5% MoM e 2,85% YoY.

·         Entre os eventos, destaque para a análise da denúncia por crime de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara, com a leitura do relatório do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) às 14h30. Na quarta-feira se inicia a discussão da denúncia e a votação poderá ocorrer na quinta-feira. Tanto o Planalto quanto a base aliada acreditam que será apresentado um relatório pela aceitação da denúncia. Hoje, lideranças do PSDB reúnem-se no Palácio dos Bandeirantes para discutir possível desembarque da sigla da base aliada do governo Temer, provavelmente devem comentar que vão continuar monitorando a situação. No Senado, a reforma trabalhista será votada no plenário amanhã.

·         No radar, segue  a negociação de delação pelo deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e a do ex-ministro Antonio Palocci, que disse, segundo o jornal Folha de S.Paulo, que seu sucessor na Fazenda, Guido Mantega, vendia informações privilegiadas para o setor financeiro durante os governos petistas, de 2006 a 2015, em troca de apoio ao PT.

China

·         O destaque na agenda desta semana são dados da Balança Comercial, o mercado estima superávit de US$ 42,7 bilhões em junho, com as exportações subindo 9% YoY e as importações crescendo 14,4% YoY. Os dados serão divulgados entre 12 e 13 de julho, devem influenciar o mercado na quinta-feira, caso venham fora das expectativas.

·         Ontem, fora divulgados dados de inflação, em geral vieram em linha com as expectativa do mercado. A inflação ao consumidor (CPI) avançou 1,5% YoY, o mercado previa 1,6% YoY para junho. A inflação de serviços apontou 3% YoY e a de bens de consumo, 0,6% YoY, com Alimentação registrando deflação de 1,2% YoY. A inflação ao produtor (PPI) veio em linha com o estimado pelo mercado, 5,5% YoY em junho.

Estados Unidos

·         A semana começa tranquila, hoje tem apenas o Índice de Condições do Mercado de Trabalho em junho às 11h00 e o Crédito ao Consumidor às 16h00, cuja expectativa é um acréscimo de US$ 13,5 bilhões em maio. Na terça-feira (11) apenas dados de vendas e estoque no varejo e o JOLTS de aberturas de postos de trabalho. Quarta-feira (12) será divulgado o Livro Bege às 15h00, que fornece o cenário com o qual o FOMC irá trabalhar na próxima reunião de política monetária. Na quinta-feira (13) tem o Índice de Preços ao Produtor (PPI) com expectativa de 0% MoM e 1,9% YoY em junho e o Orçamento do Governo em junho, com expectativa de um déficit de US$ 20 bilhões. Sexta-feira (14), destaque para os dados de inflação ao consumidor (CPI), o mercado estima 0,1% MoM e 1,7% YoY, e para o núcleo, que exclui preços de energia e alimentos, é estimado 0,2% MoM e 1,7% YoY. Ainda nesta dia, será divulgada a Produção Industrial, com expectativa de 0,3% MoM em junho.

·         Na agenda de eventos, destaque para os depoimentos da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, na Câmara na quarta-feira (12) e no Senado na quinta-feira (13). Fora isso, os líderes republicanos do Senado preveem a votação da reforma do sistema de saúde nesta semana.

Europa

·         A Balança Comercial da Alemanha referente a maio é o principal indicador de hoje, e veio melhor do que o esperado, com superávit de €20,3 bilhões. Houve aumento tanto das exportações, +1,4% MoM, quanto das importações, +1,2% MoM, ambos resultados bem acima do esperado (+0,3% e +0,5% respectivamente). Com isso, o superávit em Conta Corrente passou a €17,3 bilhões.

·         O índice de Confiança do Investidor da Sentix para o Zona do Euro, contudo, desacelerou marginalmente, passando de 28,4 para 28,3 pontos. A principal influencia negativa do índice veio do Índice de Política do Banco Central, que passou de -11,5 para -26 pontos em julho, pior nível histórico do indicador, que foi criado em 2005. Essa deterioração provavelmente é derivada da expectativa de reversão da política monetária, após um bom primeiro semestre na Zona do Euro, mesclada à incerteza sobre o tom da comunicação do Banco, que, nos últimos 15 dias variou bastante entre hawkish (com a fala de Draghi em Sintra) e dovish (com as falas de Coeuré).

·         Esta semana será divulgada a leitura final do CPI de junho das principais economias da Zona do Euro: quinta-feira saem os índices de Alemanha, França e Espanha e, sexta, da Itália. A expectativa, para todos os países é de manutenção da prévia, com +1,5%, +0,8%, +1,6% e +1,2% respectivamente, longe da zona de deflação. Além disso, tem Produção Industrial da Zona do Euro, na quarta, com expectativa de +0,6% MoM, e da Itália, na terça, com +0,2% MoM. Também será divulgada a Balança Comercial da Zona do Euro e da Itália na sexta-feira.

Reino Unido

·         Agenda esvaziada para o Reino Unido esta semana. Amanhã tem falas de dois dirigentes do BoE, Andrew Haldane (que é economista chefe do Banco) e Ben Broadbent (vice presidente do Banco). Interessante acompanhar as falas, especialmente a de Haldane, que mais cedo este mês declarou sua intenção em votar pela elevação dos juros por lá ao final deste ano, após mais uma semana de dados desanimadores na economia.

·         Além dos pronunciamentos, na quarta-feira teremos Dados do mercado de trabalho, com expectativa de manutenção da taxa de desemprego em 4,6% e retração dos rendimentos totais médios, de 2,1% para 1,8%. Quinta o BoE divulgará sua pesquisa de condições de crédito.

Mercados e Commodities

·         Os mercados asiáticos encerraram os negócios majoritariamente em alta, após as perdas da última semana. Tóquio subiu 0,76%, também favorecido pela desvalorização em cerca de 0,25% do iene frente ao dólar, Hong Kong ganhou 0,63%, Shanghai recuou 0,17%, as preocupações com o ritmo da listagem de novas ofertas públicas iniciais (IPOs) pressionou os negócios, e Seul ganhou 0,09%. Sydney subiu 0,37%, apesar do movimento das commodities.

·         Os mercados europeus operam no positivo, acompanhando os sinais da Ásia e ainda refletindo os dados positivos divulgados nos EUA na sexta-feira (7). Os dados do mercado de trabalho vieram acima do esperado, mas ata da última reunião revelou que o processo de elevação será gradual. Os futuros de Nova York operam no positivo.

·         Os contratos futuros do petróleo operam no negativos, os primeiros vencimentos do Brent e WTI exibiam -0,96% e -1,02%, respectivamente, às 7h50. Seguem as preocupações com o excesso de oferta, e os investidores ficam na expectativa pelos relatório mensais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na quarta-feira (12) e da Agência Internacional de Energia (AIE) na quinta-feira (13).

·         A cotação do minério de ferro no porto de Qingdao fechou com alta de 1,99%. O contrato futuro do minério de ferro na China, pelo Dalian Commodity Exchange, subiu 1,59%. O primeiro vencimento do cobre mostrava queda de 0,21%, às 7h53, na London Metal Exchange.

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Edu Moraes
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