Payroll – Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta sexta-feira

02 jun 2017

TRADER – O dia é de alta para a maior parte das bolsas internacionais, com o mercado de olho nos dados de emprego dos EUA após números surpreenderem positivamente na véspera. Por aqui, a crise política e seu desenrolar segue no radar  com pedido de prisão de Loures, ex-assessor do Planalto, pela PGR e para as movimentações  antes de TSE julgar chapa Dilma-Temer na terça-feira. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais
As bolsas mundiais registram uma manhã de alta na maior parte dos mercados, à espera dos dados de emprego dos Estados Unidos, que podem dar sinalizações mais fortes sobre o ritmo de alta de juros pelo Federal Reserve. Ontem, os dados de criação de emprego no setor privado superaram as estimativas na maior economia do mundo, o que animou o mercado. Na Europa, os bancos são destaque de alta.

O mercado também repercute a saída dos EUA do acordo de Paris, anunciada na véspera pelo presidente Donald Trump, o que leva hoje à queda dos preços do petróleo, em meio ao receio de que a retirada dos EUA desencadeie maior número de perfurações no país e que os produtores nacionais teriam capacidade de criar instabilidade no mercado, além dos últimos dados apontarem para excesso de oferta na maior economia do mundo. As implicações diplomáticas também estão no radar. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que a saída dos EUA de acordo do clima é “lamentável” e reafirmou o compromisso da Alemanha.

Já na Ásia, os mercados acionários da China encerraram a semana com leves variações nesta sexta-feira, na medida em que os investidores se preocupam com o aperto de liquidez e com os sinais conflitantes sobre a saúde da segunda maior economia do mundo. No final de semana, o regulador de valores mobiliários publicou regras destinadas a impedir que os principais acionistas de empresas listadas na bolsa reduzam suas participações de uma maneira “intensiva, maciça e desordenada” que “perturbou a ordem do mercado e prejudicou a confiança dos investidores”.

Às 8h18, este era o desempenho dos principais índices:

*FTSE 100 (Reino Unido) +0,44%

*CAC-40 (França) +0,98%

*DAX (Alemanha) +1,66%

*Xangai (China) +0,11% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) +0,44% (fechado)

*Nikkei (Japão) +1,60% (fechado)

*Petróleo WTI -2,48%, a US$ 47,16 o barril

*Petróleo brent -2,47%, a US$ 49,38  o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dailian +1,90%, a 430 iuanes

*Minério spot negociado em Qingdao, na China +3,25%, a US$ 57,79 a tonelada

 

2. Agenda de indicadores
O IBGE divulga às 9h os dados de produção industrial do mês de abril. A expectativa é de alta de 0,1% na comparação mensal, mas queda de 5,5% na base de comparação anual.

O grande destaque da agenda, contudo, fica com o relatório de emprego dos EUA às 9h30 após a pesquisa ADP superar as estimativas do mercado na véspera. A expectativa é de criação de 182 mil vagas de emprego em maio. Já a expectativa é de que a taxa de desemprego permaneça em 4,4%. Atenção ainda para os dados da balança comercial de abril no mesmo horário, com estimativa de déficit de US$ 46,1 bilhões. Já o presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, fala às 13h45, enquanto o presidente do Fed de Dallas, Robert Kaplan, fala às 14h.

3. Noticiário político
O noticiário político segue bastante movimentado com o desenrolar da crise. O procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, pediu na quinta-feira ao ministro do STF Edson Fachin que seja decretada, “mediante decisão monocrática”, a prisão preventiva de Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Temer, segundo nota da PGR. Janot pede a reconsideração do pedido feito anteriormente com base no fato de que Loures, que ocupava o posto de deputado como suplente de Osmar Serraglio, “perdeu a prerrogativa de função e, com isso, a imunidade prevista na Constituição.

Já em Congresso do PT, o ex-presidente Lula chamou Joesley Batista de canalha e afirmou que o partido deve discursar para fora, de forma a voltar ao poder em 2018. Nos bastidores, afirma o Estadão, a avaliação do ex-presidente e da cúpula da sigla é de que Michel Temer ganhou sobrevida política porque está sendo mais rápido na reação às denúncias contra ele do que o PT e outros partidos da oposição nos ataques. Neste sentido, informa o Estadão, o governo quer ministros usando indicadores econômicos como argumento para manutenção de Temer e a base aliada já se organiza para barrar denúncia de Janot contra Temer na Câmara. Por outro lado, O Globo informa que o Planalto já contabiliza debandada parcial do PSDB na próxima semana.

4. Falas de Meirelles
Neste sentido, vale destacar as falas do ministro da Fazenda Henrique Meirelles. Ontem, o ministro  afirmou que uma das contribuições da agenda econômica posta em prática em 2017 é a criação de um conjunto de regras que permite à economia funcionar normalmente, mesmo quando está sujeita a novas realidades e a perturbações de diversas naturezas. Ele ainda afirmou que esse é o momento certo de investir e apostar no Brasil.

Desta forma, conforme destacaram fontes à Bloomberg, o governo vem focando no PIB positivo e minimiza “a bronca” do Copom.
5. Noticiário corporativo
Em destaque no radar corporativo, a Petrobras efetuou operação de financiamento de R$ 7 bilhões com Banco do Brasil na modalidade de Nota de Crédito a Exportação (NCE) com vencimento em 2022. A estatal disse que “continuará avaliando novas oportunidades de financiamento de acordo com a sua estratégia de gerenciamento de passivos”. Já a BR Properties prepara oferta de ações de R$ 1 bilhão, segundo informa o Estadão. A Biosev apresentou seus números, revertendo lucro com prejuízo líquido de R$ 313,4 milhões. A Cemig anunciou programa de desinvestimento a investidores e, de acordo com o Itaú BBA, embora permaneça cético, dado que a empresa tem discutido este processo de desinvestimento há mais de um ano, gostou do guidance de Ebitda mais alinhado com as expectativas do mercado. Já sobre a a JBS, juiz determinou bloqueio de R$ 800 milhões de Joesley Batista.

Fonte: Infomoney

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Edu Moraes
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