Morning Call – As Principais Manchetes para essa Segunda Feira 13/11/2017

13 nov 2017

Brasil

  • A agenda de indicadores começa a semana tranquila, sem nada previsto. Entre 13 e 17 de novembro está prevista a divulgação de Arrecadação Tributária em outubro, o mercado projeta R$ 115 bilhões. Terça-feira (14) será divulgado Vendas no Varejo, o mercado projeta 0,2% MoM e 5,4% YoY na medição restrita, que exclui gastos com automóveis e materiais de construção, e na medição ampliada, sem exclusões, a expectativa é 0,8% MoM e 8,9% YoY. Nada na quarta-feira (15) devido ao feriado Proclamação da República, na quinta-feira (16) tem IGP-10 referente a novembro, a mediana aponta 0,08% MoM, e IPC-S da segunda quadrissemana de novembro, a expectativa do mercado é 0,39%. Na sexta-feira (17) será divulgado o IPC-FIPE da segunda quadrissemana de novembro.
  • O Broadcast divulgou mais cedo que algumas pautas que estavam engavetadas colocam em risco o ajuste fiscal. São alguns dos projetos: perdão de parte da dívida dos produtores rurais, atualização da tabela do Imposto de Renda em 11,4% e perdão de juros e multas nas dívidas das Prefeituras com a Previdência. O Congresso ameaça com esses projetos criar gastos que podem superar R$ 20 bilhões no primeiro ano após sua aprovação.
  • O senador Aécio Neves, presidente afastado do partido, participou nesse sábado (11) da convenção tucana em Minas Gerais que reelegeu, o deputado Domingos Sávio, presidente da legenda no Estado. Aécio reconheceu que o PSDB deixará em breve o governo Michel Temer, mas criticou os “cabeças pretas”, ala que faz oposição ao Palácio do Planalto.  Ele disse: “Vamos sair do governo pela porta da frente, da mesma forma que entramos”. Com isso, o mercado segue atento nas articulações de Michel Temer para aprovar a reforma da Previdência. Temer deve antecipar a reforma ministerial para garantir apoio, o “centrão” deve ganhar mais espaço, a mídia comenta que o PSDB deve perder dois dos quatro ministérios.

China

  • Destaque na agenda de indicadores, na madrugada da terça-feira (14) destaque para Vendas no Varejo e Produção Industrial em outubro, o mercado estima 10,5% YoY e 6,3% YoY, respectivamente. Os dados devem movimentar os mercados caso venham fora das expectativas. Lembrando que dados mais fortes apreciam as commodities e os mercados emergentes.
  • Mais cedo, foram divulgados dados de empréstimos. Os bancos chineses liberaram 663,2 bilhões de yuans (US$ 99,88 bilhões) em novos empréstimos em outubro, abaixo do 1,27 trilhão de yuans registrado em setembro e também abaixo da previsão dos analistas, de 783 bilhões de yuans em novos empréstimos. Já a base monetária da China (M2) cresceu 8,8% YoY em outubro, após subir 9,2% em setembro, a expectativa do mercado era manutenção no patamar de setembro.

Estados Unidos

  • A semana começa tranquila, apenas com o resultado o Governo em outubro, o mercado estima déficit de US$ 58 bilhões. Na terça-feira (14) será divulgado o Índice de Preços ao Produtor (PPI), a mediana aponta 0,1% MoM e 2,3% YoY em outubro, com o núcleo avançando 0,2% MoM e 2,2% YoY. Esse dados servem como indicação para o cenário prospectivo da inflação ao consumidor. Na quarta-feira (15) destaque para a Inflação ao Consumidor (CPI), o mercado estima 0,1% MoM e 2% YoY para outubro, a expectativa para o núcleo é 0,2% MoM e 1,7% YoY. Ainda nesse dia tem Vendas no Varejo em outubro, a mediana das expectativas aponta 0,3% MoM na medição restrita, que exclui gastos com postos com de gasolina, alimentação e material de construção, na medição sem exclusões a expectativa é 0% MoM. Quinta-feira (16) serão divulgados os Índices de Preços de Exportações e Importações, o último traz influência para os preços ao consumidor (CPI), a expectativa para este é 0,2% MoM e 2,5% YoY em outubro. Ainda neste dia tem Produção Industrial, o mercado estima 0,5% MoM em outubro, e o Índice NAHB do mercado imobiliário. Na sexta-feira (17) destaque para os dados da construção civil em outubro, Housing Starts e Building Permits, o mercado estima 5,6% MoM e 2% MoM, respectivamente.

Zona do Euro

  • Hoje a agenda na Zona do Euro está vazia e os mercados podem repercutir a revisão de cenário do FMI para a região. O Fundo projeta crescimento de 2,4% este ano na Europa, de 201% em 2018 e de 1,9% em 2019. Além disso, nenhum país do Bloco tem previsão de retração, o que não ocorria desde 2008.
  • Amanhã, os indicadores de destaque são os CPIs de outubro da Alemanha, da Itália e da Espanha, além das prévias do PIB do terceiro trimestre da Alemanha, da Itália e da Zona do Euro. Além disso, amanhã tem índice de confiança ZEW na Alemanha e Produção Industrial na Zona do Euro, e falas de Mario Draghi, Sabine Lautenschläger e Benoit Coeuré, todos importantes dirigentes do BCE.
  • Quarta-feira tem CPI da França, quinta tem o CPI da Zona do Euro, com expectativa de 1,4% YoY, além da taxa de desemprego na França e, sexta, tem dados do Balanço de Pagamentos da Zona do Euro e mais uma fala de Mario Draghi.

Reino Unido

  • Hoje o mercado por lá tem mood negativo diante da notícia de que 40 membros do parlamento estariam dispostos a assinar uma declaração de “não confiança” na primeira ministra, Theresa May. Ainda que ainda faltassem 49 assinaturas para que o documento pudesse iniciar um processo de nova liderança, os analistas consideram o momento atual como o mais delicado desde que May assumiu, lembrando que as discussões sobre o Brexit devem ser retomadas esta semana.
  • Soma-se a isso, a avaliação do FMI de que uma saída do Reino Unido da União Europeia sem um acordo (“hard Brexit”) seria economicamente prejudicial tanto para Europa quanto para o Reino Unido, sendo que pior ainda para o segundo. O Fundo reduziu hoje a projeção do PIB de 2017 para 1,7% (anterior era de 2,0%). Para 2018 e 2019, as projeções de 1,5% e 1,6% foram mantidas, no cenário em que as partes chegassem a um acordo, com um período de transição – mas nada garante esse cenário.
  • Na agenda, amanhã, tem o CPI de outubro, com expectativa de acelerar para 3,1%, de 3,0% YoY, bem acima da meta de 2,0%, e tem também fala do presidente do BoE, Mark Carney. Na quarta-feira tem taxa de desemprego, com expectativa de manutenção de 4,3%, dados de ganhos salariais, além de falas de dois importantes dirigentes do BoE, Andy Haldane e Bem Broadbent. Na quinta tem Vendas no Varejo, mais uma fala de Broadbent e Carney e uma fala de Jon Cunliffe, também do boead do BoE.

Mercados e Commodities

  • Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em queda, os investidores seguem parcimoniosos sobre o progresso da reforma tributária dos EUA Tóquio fechou em baixa pelo quarto pregão consecutivo nesta segunda-feira e teve seu maior recuo diário desde 6 de abril. Vale observar que iene ganhou força no fim do pregão, o que pressiona ações de exportadoras do país. Na China, porém, os mercados mantiveram a trajetória positiva das últimas sessões. Na Oceania, Sydney recuou  acompanhando a fragilidade das commodities.
  • Os mercados europeus operam no negativo, assim como os futuros de Nova York. A libra e o euro recuam frente ao dólar, quanto à libra a queda é justificada pela matéria da imprensa de que 40 autoridades do Partido Conservador decidiram assinar uma moção de censura à primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May. O mínimo é de 48 votos necessários para forçar uma nova liderança, mas os 40 criam preocupação entre investidores que buscam uma clareza sobre as negociações do Brexit. Os investidores também acompanham balanços corporativos e seguem atentos à reforma tributária nos EUA. Às 18h00, o Comitê de Finanças do Senado começa a debater o projeto de reforma tributária elaborado pelos senadores republicanos, durante a semana o plenário da Câmara dos Representantes vota a proposta de reforma tributária.
  • Os contratos futuros do petróleo operam no negativo, próximo à margem. O preço recua após ter subido moderadamente mais cedo com a notícia de uma explosão em um oleoduto da Arábia Saudita e do Bahrein no fim de semana. Fora isso, tem as preocupações de que o grande terremoto ocorrido na fronteira entre Iraque e Irã possa ter prejudicado a infraestrutura do setor na região.

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