IPCA de Maio/2017

09 jun 2017
IPCA de Maio/2017
O IPCA registou alta de 0,31% MoM em maio, abaixo do 0,47% MoM estimado pelo mercado, na direção do 0,37% MoM estimado pela CM Capital. A medição acumulada em doze meses passou de 4,08% YoY para 3,60% YoY. O índice de difusão, que mede o percentual de produtos que tiveram aumento, caiu de 60,59% para 51,74%, mostrando uma desaceleração mais difundida.

Os preços administrados aceleraram de -0,60% MoM para 1,56% MoM. Grande parte da alta é resultado da tarifa de energia elétrica residencial, de -6,39% para 8,98%, com impacto de 0,28 ponto percentual no índice. O movimento é reflexo da diluição do desconto gerado pela reversão do Encargo de Energia de Reserva, lembrando que em abril e maio vigorou a bandeira vermelha patamar 1, com custo de R$ 3,00 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos. Com isso, Habitação passou de -1,09% MoM para 2,14% MoM, também refletindo condomínio (0,75%) e taxa de água e esgoto (0,50%).

Saúde e Cuidados Pessoais desacelerou a alta de 1% MoM para 0,62% MoM, acompanhando o movimento do item produtos farmacêuticos, de 1,95% para 0,82%. Apesar desse comportamento do índice, seu patamar ainda elevado contribuiu para alta dos administrados.

Ainda sobre os administrados, alguns item reduziram a pressão baixista, a gasolina passou de -1,75% para 0,33%, e o diesel de -0,74% para -0,32%. O grupo Transportes, que passou de -0,06% MoM para -0,42% MoM, contou com a deflação de 11,81% nos preços das passagens aéreas, que contribuiu com -0,05 ponto percentual no índice. A deflação das passagens aéreas também foi importante para a desaceleração da inflação de serviços, de 0,49% para 0,05%, junto com a desaceleração da alimentação fora de domicílio, de 0,38% para 0,06%.

A inflação de serviço subjacente, que serve para avaliação dos preços mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, passou de 0,28% para 0,15%, no acumulado doze meses arrefeceu de 5,05% para 4,64%.

Os preços livres desaceleraram de 0,37% MoM para -0,08% MoM, entre as categorias de uso destaque para bens não duráveis (-0,44%), duráveis (-0,41%) e serviços (0,05%).

O grupo Alimentação arrefeceu de 0,58% MoM para -0,35% MoM. Entre os subgrupos que justificam a queda estão: frutas, de 0,79% para -6,55%; hortaliças e verduras, de -0,79% para -2,51%; pescados, de 1,1% para -2,31%; cereais, leguminosas e oleaginosas, de -2,1% para -1,1%; farinhas, féculas e massas, de 0,37% para -0,58%; e aves e ovos, de 1,05% para -0,21%. Destaque para a forte desaceleração de tubérculos, raízes e legumes, de 16,95% para 0,53%.

Comunicação desacelerou de 0,55% MoM para 0,09% MoM, deixando para traz a alta de 2,06% do pacote de telefone com internet em abril. Vestuário, de 0,48% MoM para 0,98% MoM, reflete a alta nos preços devido às novas coleções. Os demais grupo não sofreram grandes alterações, Educação passou de 0,03% MoM para 0,08% MoM, Despesas Pessoais avançou de 0,09%MoM  para 0,23% MoM, e Artigos de Residência segue em deflação, de 0,28% MoM para 0,23%.

Nosso monitor projeta que o IPCA-15 de junho registrará alta de 0,30% MoM, mas acreditamos que essa medição será revista para nos próximo dias. Quanto ao  IPCA de junho,  projetamos uma deflação de 0,02% MoM.

Camila Abdelmalack | Economista

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Edu Moraes
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