Hoje é dia de Payroll – Principais manchetes do dia

04 ago 2017

Principais manchetes do dia

Brasil

·         O mercado doméstico segue sensível ao noticiário político. Apesar de partes das incertezas terem sido estancadas pelo presidente Michel Temer, com sua vitória no plenário da Câmara, a extrapolação deste placar para a reforma da Previdência ainda mostra um cenário deliciado. A contagem de largada feita pelos agentes inclui além dos votos contra a denúncia, os deputados do PSDB e DEM que votaram a favor da denúncia, as abstenções e faltas, totalizando algo próximo de 308 votos, que são necessários para a aprovação da PEC. Sem margem de segurança, o governo intensifica os esforços para tentar aprovar a reforma na Câmara e no Senado até o fim de outubro.

Henrique Meirelles foi questionado em entrevista sobre a possibilidade de novas concessões na reforma, ele respondeu que o relatório aprovado pela comissão especial da Câmara, que já reduziu em 25% a economia prevista na proposta original encaminhada pelo Executivo, está “a princípio” adequado. Mas, no início da semana, em outra entrevista, Meirelles havia dado uma brecha, comentou que a “perspectiva é de aprovação da reforma da Previdência com itens mais importantes”. Outro ponto acompanhado pelo mercado são as sondagens que vem sendo feita sobre o impacto na confiança de uma reforma mais enxuta, visto que muitos políticos podem ponderar o impacto eleitoral ao apoiar a reforma.

A agência de classificação de risco Moody´s comentou que uma eventual mudança na meta fiscal para déficit de R$ 159 bilhões não seria significativa, dado que a razão da dívida frente ao PIB mudaria de 2,4% para 2,5%. Entretanto, o vice-presidente e analista para o Brasil, Samar Maziad, comentou que a credibilidade está mais associada às reformas estruturais e ponderou que a reforma da Previdência seria bom sinal para perfil de crédito soberano do Brasil. Ou seja, esvaziar ainda mais a reforma, pode implicar em riscos.

·         Às 11h20 tem dados de produção e venda de veículos pela ANFAVEA, mais nada previsto no restante do dia.

·         Na esfera corporativa, vale comentar que a JBS fechou acordo para vender sua participação na Vigor Alimentos (19,43%) para o mexicano Grupo Lala, por aproximadamente R$ 1,112 bilhão. Com o montante, a JBS pretende amortizar dívidas com bancos.

Estados Unidos

·         Na agenda de indicadores, destaque para os dados oficiais do mercado de trabalho às 9h30, a expectativa para o Nonfarm Payroll é que tenham sido criados 180 mil postos de trabalho em junho somando o mercado público com o privado, a taxa de desemprego é projetada em 4,3% e os ganhos salariais estão estimados em 0,3% MoM e 2,4% YoY. No mesmo horário será divulgada a Balança Comercial, a expectativa é déficit de US$ 44,5 bilhões em junho. Os dados do mercado de trabalho podem influenciar os mercados caso venham fora das expectativas, dados melhores que o esperado injetam otimismo quanto o ritmo da atividade e influenciam as apostas de elevação dos juros. Desde o testemunho de Janet Yellen no Congresso, as apostas de elevação dos juros em dezembro oscilam abaixo dos 50%, ontem apontava 37,4%.

Europa

·         Hoje a agenda está esvaziada na Zona do Euro. De mais relevante teve apenas o Factory Orders da Alemanha, que variou +1,0% MoM em junho, melhor do que o +0,5% esperado pelo mercado, levando o YoY a +5,1%, de 3,7% registrados no mês anterior. Além disso teve Produção Industrial na Espanha, em linha com o esperado, em +2,7% YoY, e as Vendas no Varejo na Itália, que aceleraram 0,6% MoM em junho, levando o YoY de +1,0% para +1,5%.

Reino Unido

·         Sem agenda no Reino Unido, o destaque hoje está para a fala de Bem Broadbent, vice presidente do BoE, à rádio BBC esta manhã. O dirigente, que compõe o comitê de política monetária, e que ontem votou pela manutenção da taxa de juros por lá, disse que o Reino Unido está em melhor posição para lidar com uma elevação agora do que esteve nos últimos meses. De acordo com o líder as empresas têm estado desestimuladas a investir por conta das incertezas relacionadas ao Brexit, ainda que, por outro lado, estejam se beneficiando do aumento dos lucros relacionados às exportações, por conta da libra mais desvalorizada. Broadbent reconhece que, no momento da elevação, haverá muito alarde por ser a primeira alta em mais de uma década, mas que não se pode exagerar nessa interpretação, afinal “é apenas uma alta na taxa, e nós nos acostumamos perfeitamente com aumentos dessa magnitude no passado”.

·         Mesmo com a fala, a libra opera próxima da estabilidade esta manhã, com leve alta, após ter se desvalorizado ontem por conta do entendimento, por parte do BoE, de que o Brexit pode prejudicar a atividade no Reino Unido mais do que fora anteriormente antecipado.

Mercados e Commodities

·         Os mercados asiáticos fecharam sem direção definida, muitos agentes mantiveram parcimônia com os dados do mercado de trabalho norte-americano que serão divulgados às 9h30. Shanghai caiu 0,33%, o Banco Central chinês (PBoC) retirou 20 bilhões de yuans do sistema bancário por meio das operações no mercado aberto. Hong Kong ganhou 0,12%, Seul subiu 0,36% e Tóquio perdeu 0,36%, terceiro dia consecutivo de queda, entre as principais divisas o iene era a única moeda que desvalorizava frente ao dólar às 7h47, uma perda de 0,01%. Entre os balanços, a montadora Toyota divulgou lucro líquido de 613 bilhões de ienes (US$ 5,57 bilhões) no primeiro trimestre fiscal encerrado em junho, 11% maior que o mesmo período no ano anterior. Na Oceania, Sydney caiu 0,25%.

·         Os mercados europeus operam majoritariamente em alta, com os investidores de olho os dados que serão divulgados nos EUA e também nos balanços corporativos. Os futuros de Nova York operam em alta.

·         Os contratos futuros do petróleo operam no negativo, os primeiros vencimentos do Brent e WTI exibem perdas de 0,90%, às 7h53. No final da tarde será divulgado dado sobre plataforma de petróleo em operação nos EUA pela Baker Hughes.

·         A cotação do minério de ferro no porto de Qingdao fechou com alta de 1,63%. O contrato futuro do minério de ferro na China, pelo Dalian Commodity Exchange, subiu 0,97%. O primeiro vencimento do cobre mostrava alta de 0,21%, às 7h54, na London Metal Exchange.

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Edu Moraes
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