Comunicado da Decisão de Política Monetária do Federal Reserve – Estados Unidos

26 jul 2017

Comentário:

Comunicado da Decisão de Política Monetária do Federal Reserve – Estados Unidos

 

O Federal Reserve manteve a taxa de juros no patamar entre 1% e 1,25%, a decisão foi unânime.

Não houveram alterações relevantes na redação do comunicado em relação a junho, os dirigentes avaliaram que a atividade econômica está expandindo moderadamente, que o mercado de trabalho segue fortalecido, com a taxa de desemprego em queda e os ganhos salarias sólidos.

Os gastos com consumo e os investimentos em ativos fixos seguem expandindo. O FOMC segue avaliando que a inflação acumulada em doze meses desacelerou recentemente, assim como o núcleo, ambas medições seguem rodando abaixo da meta de 2%. Os dirigentes mencionaram que no curto prazo os preços ao consumidor seguem rodando abaixo da meta, mas que devem se estabilizar próximo de 2% no médio  prazo.

Quanto à condução não houveram alterações, eles vão continuar acompanhando o desdobramento do cenário econômico de maneira a garantir os objetivos de máximo emprego e inflação em 2%. Sustentaram a expectativa sobre o gradualismo na elevação dos juros, a taxa de juros deve seguir durante um tempo abaixo do previsto para o longo prazo, que é 3%.

Vale lembrar que a mediana das projeções dos dirigentes para taxa de juros são: 2017 em 1,4%, 2018 em 2,1%, 2019 de 3% para 2,9%, no longo prazo os juros ficam em 3%. Resumindo os números citados, os membros do FED projetam ao menos uma outra elevação em 2017, pelo menos 3 elevações em 2018 e 2019. As projeções indicam uma taxa de juros de longo prazo ao redor dos 3%.

A curva de juros deixou de precificar uma terceira elevação em 2017, com probabilidade acima de 50%. Ontem, estava em 45,4% a probabilidade de elevação em dezembro, após a reunião estava próximo de 40%. Na primeira semana de julho a probabilidade rodava a cima dos 50%, mas o testemunho de Janet Yellen no Congresso acabou esfriando um  pouco as apostas

A CM Capital projeta que os juros nos EUA encerrará o ano entre 1,25% e 1,5%. A curva de juros pode voltar a precificar essa possibilidade com maior probabilidade, conforme os dados econômicos forem surpreendendo. Talvez, já na sexta-feira (28) quando será divulgado o PIB referente ao 2° trimestre, que promete uma leitura melhor que a observada no trimestre anterior.

 

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Edu Moraes
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